Balanço Hídrico  
   
     
 

Balanço hídrico

O conhecimento dos processos hidrológicos de uma bacia hidrográfica é essencial para o direcionamento das ações da gestão de recursos hídricos relacionadas ao uso da água.

O balanço hídrico pode ser entendido como a contabilização das entradas e saídas de água de um determinado espaço. O balanço pode ser calculado para uma camada do solo, um trecho de rio ou para uma bacia hidrográfica.

A bacia hidrográfica é um espaço adequado para avaliação do comportamento hídrico pois tem bem definidas as localizações geográficas das entradas e das saídas.

O entendimento do balanço hídrico depende de vários fatores como conhecimento do ciclo hidrológico (precipitação, escoamento superficial, evapotranspiração, infiltração), variáveis climáticas, condições do solo e sua utilização, hidrogeologia da bacia, usos da água existentes, entre outros.

O balanço hídrico mais recente contabilizado para as bacias dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-mirim foi realizado na etapa de Diagnóstico do Plano Estratégico de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-mirim (PERH-Guandu), cuja elaboração se iniciou em 2016 e se encontra ainda em andamento. O Diagnóstico do Plano contemplou ambos os balanços quantitativo e qualitativo.

 
     
 

Balanço hídrico quantitativo

O Grupo de Pesquisas de Hidrologia de Grande Escala (HGE) do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH-UFRGS) vem desenvolvendo alguns produtos que visam a integração de sistemas de apoio à decisão voltados à gestão de recursos hídricos com modelos hidrológicos e SIG, cuja base é o Modelo Hidrológico de Grandes Bacias (MGB), também desenvolvido no mesmo núcleo de pesquisas.

O modelo já foi aplicado nas bacias do rio Ibicuí e Ijuí, no Rio Grande do Sul, em duas bacias afluentes do rio São Francisco, em Minas Gerais, e também da bacia do rio Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, notando-se a grande facilidade de implementação em qualquer bacia hidrográfica. Na página do grupo de pesquisas encontra-se disponível para download a versão atual do SiGBAH-IPH, além do manual de instruções e artigos publicados.

O esquema de balanço hídrico adotado neste estudo é constituído por um balanço de entradas e saídas de água em cada uma das microbacias da rede hidrográfica.

O detalhamento da metodologia utilizada pode ser encontrado no Tomo II da Etapa de Diagnóstico do PERH-Guandu.

O comprometimento mais expressivo ocorre no Rio São Pedro (Unidade Hidrológica de Planejamento – UHP Rios Santana e São Pedro), onde no seu exutório a demanda ultrapassa o patamar de 50% da disponibilidade hídrica, sendo ocasionado quase em sua totalidade pelas captações para fins de abastecimento.

O segundo comprometimento mais expressivo ocorre no Rio Queimados, onde o comprometimento em seu exutório é de 34%, também ocasionado em sua maior parte em função do abastecimento. Observando os mapas de balanço hídrico existem também outros pontos de criticidade alta, contudo, consideram-se resultados menos expressivos, pois representam áreas de drenagem em geral muito pequenas.

Em relação ao curso influenciado pela transposição, verifica-se um comprometimento superior a 50% no Canal de São Francisco a partir do ponto de captação da TKCSA. Apresenta-se também um cenário alternativo, onde a liberação adotada em Pereira Passos é de 70 m³/s, correspondendo ao mínimo excepcional verificado nas séries de defluências em alguns períodos no ano de 2015. Neste cenário, o comprometimento superior a 50% inicia-se logo após o ponto de captação da ETA Guandu, havendo uma vazão remanescente de 31 m³/s neste ponto. No exutório do canal, o comprometimento ultrapassaria os 90%, com vazão remanescente de apenas 3,9 m³/s.

 
     
 

Balanço hídrico qualitativo

A qualidade das águas é apresentada no Diagnóstico em termos do Índice de Qualidade da Água – IQA médio, indicando grande heterogeneidade na Região Hidrográfica Guandu, com trechos classificados em boa, média, ruim e muito ruim. Percebe-se que as UHPs com classificação mais crítica são aquelas onde há maior potencial econômico (em termos de PIB): Rios Queimados e Ipiranga, Rio da Guarda, Rio Guandu-Mirim e Bacias Litorâneas (ME).

Apenas a UHP Ribeirão das Lajes, a montante do reservatório, tem IQA Bom, onde percebe-se que o potencial econômico regional é bem baixo, sem nenhuma sede urbana. O efeito da vazão de diluição é bem visível nas UHPs Rio Guandu e Canal de São Francisco que apresentam IQA médio, mesmo com grande carga poluidora proveniente das bacias afluentes, que tem IQA pior, mas sofrem diluição pela vazão remanescente das transposições.

Fonte: Plano Estratégico de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-mirim (PERH-Guandu)

 
     
 

Mais informações:

SIGA Guandu
SIGA Web
Relatório de Diagnóstico – Tomo II do Plano Estratégico de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-mirim (PERH-Guandu)

 
     
     
 
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