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CI-Brasil e Comitê Guandu-RJ divulgam resultados parciais dos índices de saúde da água


Foto: Valdivan Veloso/G1


24-09-2018

Representantes da ONG Conservação Internacional América Latina e Brasil (CI-AL e CI-Brasil), do Comitê Guandu-RJ, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Centro Del Agua para América Latina e Caribe – Núcleo Estratégico de Decisiones (CDA-NED), e outras lideranças, se reuniram na Câmara Municipal de Seropédica/RJ na última quinta-feira (20) para debater os resultados parciais do Índice de Saúde da Água das Bacias Hidrográficas dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim-RJ.

O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem o apoio técnico do Comitê Guandu-RJ, com base dados fornecidos pelo INEA, ANA e outros órgãos que possuem informações sobre as bacias. Iniciado em abril deste ano, o índice visa implantar a gestão integrada das bacias hidrográficas de Bogotá (Colômbia), Alto Mayo (Peru) e da Região Hidrográfica II (Guandu-RJ), no Brasil, responsável pelo abastecimento de água de 90% da população da região metropolitana do Rio, mais de 9 milhões de pessoas. Além de trazer informações sobre a qualidade e quantidade da água, bem como dados gerais de todo ecossistema, o projeto vai explicar a importância da participação de toda sociedade na conservação e melhoria da saúde da água, provando através de dados reunidos em diferentes bancos e fontes, que vão das governamentais (INEA, ANA e Comitê Guandu-RJ) às pesquisas acadêmicas realizadas na região.

A mesa da apresentação foi mediada por Bruno Coutinho, Geólogo da CI-Brasil, e composta por Franziska Huber, Coordenadora da Câmara Técnica de Estudos Gerais do Comitê Guandu-RJ; Dr Marcus Leal, promotor e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente, do Patrimônio Cultual e da Ordem Urbanística do Ministério Público do RJ (CAOMA – MPRJ); Oscar Montines (CDA-NED) e; Natália Acero (CI-AL). Todos fizeram questão de ressaltar a importância de se mensurar os dados quali-quantitativos de uma das principais bacias hidrográficas do Brasil. “O estudo é interessante principalmente numa visão de monitoramento. É valioso e vai dar suporte à gestão dos recursos hídricos da Bacia do Guandu. Porém, é necessário ter métricas viáveis para acompanhamento afim de saber se as ações implantadas são realmente efetivas na melhoria da saúde da água", ressaltou Franziska Huber, professora do curso de Gestão Ambiental da Faeterj-Paracambi.

O projeto é desenvolvido em três eixos: Vitalidade do Ecossistema, Serviços Ecossistêmicos e Governança das Águas. O primeiro eixo foi apresentado pela coordenadora de projetos da CI – Brasil, Maria Clara Marques, que trouxe dados como o da qualidade da água, que numa escala de 0 a 100, teve apenas 30 pontos, indicando uma baixa qualidade. Já no quesito modificação da margem, que mede a conectividade lateral que afeta a troca de material entre os riachos e planícies de inundação, a pontuação foi moderada, 66 pontos.

Nos índices dos serviços ecossistêmicos, outro dado preocupante. A regulação da qualidade da água, referente à capacidade do ecossistema de moderar as concentrações em relação aos padrões de potabilidade para uso humano, aferiu-se apenas 10 pontos, indicando um grave estado de saúde da água do Guandu-RJ. Por outro lado, os dados de regulação de inundações foram positivos, alcançando 84 pontos, ou seja, considera-se excelente a capacidade de absorção de águas de inundação.

Já os índices de Governanças de Águas trouxeram dados sobre os instrumentos e a participação das partes interessadas na gestão da Bacia. O índice mecanismos de monitoramento da bacia teve apenas 19 pontos, e a estrutura para o manejo de bacias foi o que alcançou a melhor pontuação, 42 pontos, considerado regular. Como esses índices foram traçados a partir da percepção dos participantes presentes, a especialista em Recursos Hídricos da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), Caroline Lopes, sugeriu que haja uma reunião entre a CI e a AGEVAP, que é a secretaria executiva do Comitê, para que os indicadores possam representar não apenas a percepção dos participantes sobre governança, mas também o status quo do tema na Região Hidrográfica.

Durante todo o dia os participantes debateram os resultados, as formas de avaliação, índices, métricas, fontes, e deram contribuições para a sequência dos estudos. A previsão é que o índice seja finalizado em dezembro, e até lá, outras reuniões e oficinas serão realizadas para a sua construção. Franziska Huber falou também sobre essa construção democrática: “A possibilidade dessa construção participativa é positiva, pois, possibilita maior e melhor captação de dados e entendimento da proposta. Por isso é importante que mais atores, sejam do poder público ou da sociedade civil, participem deste processo, cujo os resultados serão benéficos a todos”, explicou.

Uma das constatações do estudo é a necessidade de estende-lo para as outras bacias estaduais, para mensurar a qualidade da água no Estado, o que poderá ser realizado no futuro.

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