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Câmara Técnica de Saneamento Básico discute Tomada D água e planejamento das ações


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Adacto Ottoni apresenta sua análise técnica sobre o projeto de proteção da tomada d água da ETA Guandu,


17-07-2020

Cerca de 50 pessoas participaram nesta quinta-feira (16) da reunião ordinária da Câmara Técnica de Saneamento Básico, do Comitê Guandu-RJ. Além dos membros, representantes da Fiocruz, UERJ, INEA, SEAS, prefeituras municipais e outras instituições discutiram  temas como a obra de proteção da Tomada D'água da ETA Guandu, responsável pelo abastecimento de nove milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e o plano de trabalho da instância, que foi criada neste ano para debater e construir soluções para o saneamento, que anteriormente eram debatidas pela Câmara Técnica de Estudos e Gerais (CTEG), junto com projetos de outras agendas.

O projeto da proteção da Tomada D'água consiste na implantação de um dique, associado a estruturas hidráulicas de desvio, com o objetivo proteger a captação de água de ocorrências - acidentes ambientais que possam alterar a qualidade da água próxima a captação e também durante um período determinado (até que sejam implantados os projetos de esgotamento sanitários no que ficou definida do Plano Estratégico de Recursos Hídricos de Unidade Hidrológica de Planejamento 6 - bacia dos rios Poços, Queimados e Ipiranga) diminuir a carga orgânica que chega na Lagoa do Guandu para depois da captação da ETA. O Doutor em Saneamento Ambiental e Pesquisador da UERJ, Adacto Benedicto Ottoni, fez uma apresentação trazendo suas considerações sobre o projeto, apresentado por órgãos do estado do RJ. Segundo o especialista, os problemas da água da bacia são resultado de um processo de eutrofização, um fenômeno que ocorre como consequência do aumento da quantidade de nutrientes oriundos do esgoto que provoca danos como mortandade das espécies que ali vivem e proliferação de algas e cianobactérias, apontadas como as causadoras de geosmina. Frente a esses problemas, ele questionou alguns pontos do projeto da Tomada D'água. Adacto afirma que o projeto precisará de um investimento de 70 milhões que talvez não resolva o problema. Ele aponta riscos em tempos de estiagem, como aumento de lodo e odor na Lagoa represada, e na época de chuva e aumento da vazão, como o entupimento da tubulação que fará o desvio. "Esse projeto foi desenvolvido em 2004. É necessário minimamente realizar um estudo hidrológico recente para saber se os dados estão condizentes", afirmou o pesquisador.

Como solução o pesquisador propôs intervenções sustentáveis para a recuperação ecológica e da qualidade das águas da Lagoa do Guandu, visando melhorar a segurança hídrica, como a implantação de programa de monitoramento ambiental de vazões e qualidade de água dos rios Queimados e Ipiranga, e seus afluentes, visando possibilitar a realização de um diagnóstico preciso da localização das principais fontes de poluição desses rios e; soluções baseadas na natureza para o tratamento dos efluentes. Após sua palestra, elogiada pelos membros da instância, os participantes tiraram dúvidas e fizeram contribuições às suas colocações. Agora, a Câmara Técnica vai solicitar ao INEA o envio de todos os documentos do processo que versa a licença de instalação da Tomada D’água, além de elaborar um levantamento sobre quais são os documentos oficiais que hierarquizam áreas de esgotamento. O objetivo é entender se o projeto será efetivo na melhora da qualidade da água e quais seus impactos ao meio ambiente.

Os membros ainda trabalharam na construção de um planejamento das atividades para que as soluções em saneamento sejam construídas de forma participativa, eficiente e mais célere possível. Outro ponto de discussão foi a privatização do saneamento. A instância irá convocar uma reunião extraordinária com participação da ABES e do Ministério Público do Rio de Janeiro para discussão sobre a audiência pública que ouviu considerações sobre a modelagem da concessão do abastecimento no estado do Rio de Janeiro.

A CTSB quer ainda propor ao colegiado a criação de um Grupo de Trabalho de Soluções Baseadas na Natureza, vinculada à própria instância, para trabalhar e propor projetos nesta agenda.

A próxima encontro da CTSB será no dia 30 deste mês.

 
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