A Região Hidrográfica II

Para fins de gestão, o Estado do Rio de Janeiro está dividido em nove Regiões Hidrográficas, determinadas pela Resolução nº 107 de 22 de maio de 2013 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERHI-RJ). Cada uma delas conta com o seu Comitê de Bacia, que atua em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), as agências de água e o próprio CERHI-RJ, em prol do planejamento dos usos dos recursos hídricos dessas regiões.

As Bacias Hidrográficas dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim, área de influência do Comitê Guandu-RJ, compõem a Região Hidrográfica II.

Bacia do rio Guandu

O rio Guandu drena uma bacia com área de 1.385 km² e todo seu percurso, até a foz, totaliza 48 km. Ele é formado originalmente pelo rio Ribeirão das Lages, passando a chamar-se rio Guandu a partir da confluência com o rio Santana. Seus principais afluentes são os rios dos Macacos, Santana, São Pedro, Poços e Queimados e Ipiranga. O seu curso final retificado leva o nome de Canal do São Francisco.

O Guandu se divide em dois braços, tendo, em ambos, barragens que pertencem à CEDAE. Unida ao braço leste, encontra-se a lagoa do Guandu. Nela, desembocam os rios dos Poços e Queimados e Ipiranga.

A jusante da ilha da CEDAE, o Guandu atravessa um pequeno trecho com leito pedregoso, formando uma corredeira. Depois, toma rumo sudoeste e percorre cerca de 9 km até adentrar o canal de São Francisco e segue por mais 15 km até desaguar na Baía de Sepetiba.

Boa parte do Guandu vem de um importante manancial: o rio Paraíba do Sul. Na usina hidrelétrica da Light, a jusante de Santa Cecília, é feita a transposição da água por meio das canalizações forçadas das usinas. Esse movimento faz com que cerca de 60% das águas do Paraíba do Sul encontrem o rio Ribeirão das Lajes, que, por sua vez, desce para formar o Guandu e abastecer o Rio de Janeiro.

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Bacia do rio da Guarda

A Bacia Hidrográfica do rio da Guarda compreende uma área de 346 km², sendo vizinha, pela margem direita, da bacia do rio Guandu. Seu principal formador é o valão dos Bois, um canal com cerca de 35 km de extensão e área de drenagem de 131,4 km². Pode-se dizer que o rio da Guarda tem início após a confluência do valão dos Bois com o rio Piloto e se desenvolve ao longo de, aproximadamente, 7 km até a sua foz, na Baía de Sepetiba.

Seus principais afluentes são os rios Piloto, Cai Tudo e Itaguaí. No estirão final, o rio da Guarda apresenta, em suas margens, faixas compostas de vegetação típica de mangue. A partir das proximidades da antiga Estrada Rio-São Paulo, o rio da Guarda percorre a área urbana de Campo Lindo e a grande zona de exploração de areia do “Polígono de Piranema”, recebendo pela margem esquerda o Valão do China, que cruza o bairro de Campo Lindo, e, logo depois, uma área agrícola.

Nas cheias, diversas cavas são inundadas pelas águas do valão dos Bois, quando os frágeis diques se rompem. O canal Valão dos Bois desagua no Rio da Guarda.

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Bacia do rio Guandu-Mirim

A bacia do rio Guandu-Mirim abrange uma área de cerca de 190 km². O rio Guandu-Mirim nasce na Serra do Medanha, com nome de Guandu-do-Sena, formado por várias nascentes. Logo em seguida, troca de nome para rio da Prata do Medanha até a confluência com o rio Sapê, quando passa a se chamar Guandu-Mirim. Suas águas ingressam no canal D. Pedro II e, posteriormente, no Canal do São Francisco, onde deságuam na Baía de Sepetiba.

Seus principais afluentes são os rios Guandu do Sapê, Cabenga, dos Cachorros e Campinho.

O atual canal D. Pedro II-Guandu representa o desvio do antigo curso do rio Guandu-Mirim, cujo leito marcava a divisa entre os antigos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, que se esgotava através do Canal de São Francisco. Com esta modificação, enquanto o rio Guandu-Mirim marca, atualmente, a divisa entre as cidades de Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, o antigo leito, hoje seco, permanece como marco político de limites entre os municípios.

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