Após um ano marcado por intensa mobilização no território, 121 propriedades habilitadas e início dos pagamentos do PSA, o Programa Produtores de Água e Floresta (PAF) entra em 2026 avançando para uma nova fase: a implantação das ações previstas nos Projetos Executivos e o fortalecimento do acompanhamento técnico em campo.
Dos 127 proprietários habilitados no edital vigente, 121 tiveram seus contratos assinados, enquanto seis desistiram antes da formalização. Ao todo, 55 propriedades foram selecionadas para a modalidade de PSA Apoio Financeiro voltadas às práticas de conversão produtiva, e 66 dos contratos firmados foram selecionados para o PSA Anual.
A distribuição dos contratos assinados por município reflete a abrangência territorial do programa. Em Engenheiro Paulo de Frontin, foram 42 contratos, sendo 20 com conversão produtiva. Mendes contabiliza 28 contratos, dos quais 17 com conversão produtiva. Em Rio Claro, são 37 contratos assinados, com 12 voltados à conversão produtiva. Miguel Pereira soma 13 contratos, sendo seis com conversão produtiva, além de um contrato firmado no município de Vassouras.
No que se refere aos pagamentos, o PSA Apoio Financeiro segue a lógica prevista em edital, com repasse em duas parcelas. A primeira parcela iniciou a fase de pagamento em dezembro, com alguns proprietários ainda em processo de recebimento ainda este mês. A segunda parcela está prevista para o fechamento do ano do projeto, em outubro ou novembro de 2026. Já o PSA Anual, que prevê cinco parcelas ao longo do contrato, terá sua primeira parcela também programada para outubro ou novembro de 2026.
Para 2026, o PAF entra em um ciclo voltado à execução das ações em campo. O detalhamento das atividades inclui:
– Assistência técnica continuada às propriedades com conversão produtiva, com visitas semanais entre dezembro de 2025 e novembro de 2026;
– Acompanhamento da execução das ações de restauração florestal e cercamento, também com visitas semanais ao longo desse período;
– Realização de ações de educação ambiental em escolas e junto a parceiros do território, com cronograma trimestral a ser aprovado pela AGEVAP.
O planejamento de 2026 contempla ainda o acompanhamento contínuo das reuniões do Comitê Guandu, da AGEVAP e de demais atores institucionais, conforme as demandas do programa, além das reuniões semanais já estabelecidas entre a equipe do PAF e a AGEVAP, que garantem o alinhamento técnico e institucional das ações.
“Há uma dificuldade de união de comunicação entre pessoas que pretendem manter a preservação dos nossos mananciais. E essa iniciativa do PAF de integração entre as pessoas que estão participando é fundamental!”, disse o proprietário participante do PAF Felipe Jardim Lucas, do município de Miguel Pereira.
“A conscientização que o produtor rural foi adquirindo ao longo dos anos, da preservação do solo, das florestas, a consciência do poder da floresta, da beleza, dos animaizinhos chegando, tudo isso foi trazendo a consciência e a oportunidade que nós temos no PAF aqui que somou essa vontade que já foi se desenvolvimento do produtor rural local de ter a preservação do meio ambiente e da água.” – Elvira Soares, em Rio Claro.
Com esse conjunto de ações, o Programa Produtores de Água e Floresta reafirma seu compromisso com a valorização do produtor rural, a conservação ambiental e a gestão integrada dos recursos hídricos, fortalecendo a relação entre produção, água e floresta nos municípios atendidos.
O Programa Produtores de Água e Floresta é uma iniciativa do Comitê Guandu, realizada pela AGEVAP, com recursos da cobrança pelo uso da água na Região Hidrográfica II.




