Em um contexto em que adotar boas práticas de uso da terra é uma necessidade urgente, o acompanhamento técnico em campo se torna uma das bases mais importantes para transformar o planejamento em prática. No Programa Produtores de Água e Floresta (PAF), as visitas técnicas de conversão produtiva são o elo entre o edital, o projeto e a realidade de cada propriedade rural.
Mais do que um momento de monitoramento, as visitas têm o papel de oferecer a assistência necessária para a boa condução das ações previstas no programa. A equipe técnica atua tanto no esclarecimento de dúvidas administrativas relacionadas ao edital quanto no suporte técnico agronômico e florestal, orientando sobre plantio, adubação, escolha de espécies e implantação de sistemas produtivos mais sustentáveis, previstos no projeto.
“Aquela plaquinha do PAF ali, pra gente poder falar pras pessoas que nós somos Produtores de Água e Floresta, gera muito orgulho pra gente aqui, saber que estou contribuindo…”, disse Michel Brito, proprietário participante do programa em Eng. Paulo de Frontin.
Durante as visitas, as dúvidas variam conforme o perfil e os objetivos de cada produtor, mas costumam envolver temas como quais espécies são mais indicadas para compor os sistemas, quais apresentam maior adaptação ao clima local, quais insumos e equipamentos utilizar, como implantar curvas de nível e qual a quantidade adequada de adubo, etapa que, muitas vezes, está diretamente relacionada às análises de solo realizadas nas propriedades.
A troca de conhecimento é uma das dimensões mais potentes desse processo. Se, por um lado, a equipe técnica leva orientações fundamentadas em critérios agronômicos e ecológicos, por outro, os proprietários compartilham sua experiência prática com a terra: culturas que já testaram, alternativas agroecológicas de controle de pragas, estratégias de produção de mudas a partir de sementes coletadas na própria área e soluções desenvolvidas a partir da vivência no território. É nessa construção conjunta que os projetos ganham identidade e viabilidade.
“Me sinto orgulhoso de ser um Produtor de Água e Floresta, acho que todos deveríamos ser. […] O PAF é o primeiro programa em que eu me senti realmente beneficiado, a equipe toda está de parabéns, o produtor só tem a agradecer. Até que enfim estamos sendo reconhecidos.”, disse Guilherme Amorim Garcia, proprietário participante do programa em Eng. Paulo de Frontin.
A presença constante da equipe técnica também fortalece o engajamento dos participantes. O acompanhamento próximo faz com que os produtores não se sintam sozinhos diante dos desafios da implantação ou da diversificação produtiva. Muitos relatam que já desejavam diversificar a produção, contribuir com a proteção das nascentes e ampliar áreas de vegetação em suas propriedades, mas não sabiam por onde começar ou não contavam com incentivo para isso.
Ao oferecer orientação contínua e construir soluções junto aos proprietários, o PAF consolida uma rede de apoio que integra produção rural, conservação dos recursos naturais e segurança hídrica. Cada visita representa mais do que um acompanhamento técnico: é um passo concreto na construção de propriedades mais resilientes, produtivas e alinhadas às diretrizes do programa.






