O Comitê Guandu-RJ realizou, nesta quinta-feira (29), o seu 1º Fórum da Sociedade Civil, com o lema “Por uma sociedade civil plural e mais ativa no Guandu”, reunindo representantes de organizações e instituições que integram a entidade para um dia de diálogo, troca de experiências e construção coletiva em defesa dos recursos hídricos da Região Hidrográfica II (RH II).
O encontro aconteceu no Sítio Roberto Burle Marx, que é o único patrimônio mundial da humanidade da UNESCO na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A iniciativa teve como principal objetivo fortalecer a participação da sociedade civil nos processos de governança e gestão das águas, promovendo o alinhamento de pautas, a identificação de demandas e a construção de estratégias conjuntas.
Entre os assuntos debatidos, ganhou destaque a necessidade de ampliar as oportunidades de capacitação e formação dos representantes desse segmento, considerando a importância de sua atuação nos territórios e os desafios enfrentados diante da estrutura técnica e dos recursos disponíveis aos demais setores envolvidos na gestão hídrica.
“Membros da sociedade civil do Guandu se encontram e pudemos ter uma rica troca de diálogo sobre os anseios e desafios da Região Hidrográfica II. Esta é a proposta do fórum: trazer um diálogo, demandas e qualificar a participação dos membros da sociedade civil nos projetos, programas e ações do Comitê Guandu. Queremos ampliar as vozes deste segmento, incluir os diversos atores dos territórios e não deixar ninguém para trás na gestão hídrica do Comitê Guandu”, destacou Mauro Pereira, biólogo, diretor da organização Defensores do Planeta e diretor de Recursos Hídricos do Comitê Guandu.
A programação contou com palestras e discussões sobre o papel da sociedade civil na gestão hídrica, a participação nos espaços de controle social e a importância da articulação entre os diferentes atores envolvidos na preservação dos recursos naturais. Um dos palestrantes foi Tiago Georgette, integrante do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente e Clima (MMA), que abordou a importância da participação social na gestão das águas.
“O convite para o Ministério do Meio Ambiente foi para falar da importância da sociedade civil na gestão hídrica, e uma das principais questões que a gente trouxe é da importância da sinergia da sociedade civil, dela ser a guardiã do interesse público na gestão das águas e também da sua atuação como uma caixa de ressonância dessa pauta para toda a sociedade, conseguindo levar o assunto adiante, dialogar e trazer as demandas da população para os comitês de bacias”, ressaltou Tiago Georgette.
Outro tema apresentado foi a sociohidrologia na gestão de bacias, em palestra conduzida por Cláudia Moster, diretora de Restauração Ambiental do Comitê Guandu e representante da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Também integrou o Fórum o diretor-geral do Comitê Guandu, Hélio Vanderlei, além de representantes de organizações como Movimento Baía Viva, OMA-Brasil (Organização da Sociedade de Interesse Público Mobilidade e Ambiente Brasil), SINTSAMA (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região) e APEFERJ (Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro), entre outros convidados.
A programação incluiu ainda momentos de apresentação das instituições participantes, compartilhamento de experiências e discussão sobre os desafios e as possibilidades de atuação da sociedade civil nos projetos, programas e ações desenvolvidos pelo Comitê Guandu-RJ.







